Bem esses dias eu pensando sobre esse sentimento que mexe um bocado conosco mas que as vezes, pelo menos pra mim, é bastante confuso. A saudade é uma coisa horrível e bela também. Nos alegra e nos deixa tristes e pra baixo. Ta deu, chega dessas antíteses, que são absurdamente verdadeiras. Sempre que sentimos saudade, é por algo que gostamos muito, uma pessoa, uma viajem, um objeto, uma momento, uma sentimento, ou seja, algo que um dia nos fez feliz de alguma maneira. E é aí que a parte boa da saudade entra em ação, é a lembrança de algo que gostamos, e com essa lembrança de uma certa forma revivemos aquele momento de felicidade. As vezes nem sabemos que gostamos daquilo mas ao sentirmos saudade, temos a prova que aquilo nos alegrou, algum dia mesmo que a gente não tenha percebido. Mas a saudade nada mais é do que a perda dessa tal coisa boa que gostávamos, e isso sim é bastante cruel. É uma dor que não tem cura, a não ser reviver ou reencontrar a tal causa desse sofrimento, aí é bom “matar a saudade”, depois que sentimos saudade damos mais valor ao que teve afastado de nos por um tempo, porque sabemos como é ruim ficar sem. Mas tem coisas que não voltam nunca mais, como um parente querido ou um animal de estimação que morreu, a infância, por exemplo. E aí a saudade se torna um carma que levamos por toda nossa vida, é diferente de outros sentimos como amor, ódio, mágoa, raiva ou paixão que podem acabar do mesmo jeito que começaram, a saudade permanece sempre ali e é só reviramos o baú e ela vai ta lá intacta. “... a saudade é de fato a dor mais triste deste mundo...” Dor de Verdade – Marcelo D2
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Êêêê saudade...
Postado por Gabriela Costa às 21:38 10 comentários
Marcadores: saudade
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